Premissa: A criadora, ex-vice-presidente do Tinder, disse que criaria um app feminista que buscasse igualdade e empoderamento feminino. Aí ela criou uma das características mais rejeitas pela maioria das mulheres: iniciar uma conversa.Resultado: matchs que não vingam porque, na maioria das vezes, as mulheres não querem dar o primeiro passo. E conversas chatas que iniciam com "Oi" e nada além pois a maioria não quer demonstrar interesse e sim descobrir o que o outro tem de interesse nela.Problemática: apesar do discurso, o aplicativo ainda funciona com o chamado "algoritmo ganancioso" como todos aplicativos. O objetivo principal não é oferecer ao usuário o que ele quer, é manter o cliente dentro da plataforma arrastando para os lados. Para isso a fórmula é simples: mostrar os perfis mais populares primeiro e deixar os que mais combinam por último (sim, você vai ver centenas de modelos antes de ver alguém como você. Dúvida? Fecha e abre o app e olhe quem aparece lá, se tiver Instagram vai ter muitos seguidores).Realidade: os milhares de perfis que vão consumir seu tempo foram criados por quem tem mais interesse em conseguir seguidores nas redes sociais do que em realmente te conhecer. A maioria nem entra mais no app seja porque nunca teve interesse ou seja porque cansou de perder tempo.Parabéns Whitney Wolfe, prometeu igualdade e ficou bilionária às custas dos recursos dos outros que aguardam por um serviço que praticamente nunca é entregue. 👏🏻👍🏻
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