

Seu mundo de cabeça para baixo
A mecânica de jogo de Dandara oferece uma nova perspectiva.
Mesmo que você ame jogos, o metroidvania é um subgênero obscuro do qual você talvez nunca tenha ouvido falar. São jogos que combinam os aclamados clássicos Metroid e Castlevania – uma mistura de plataforma e aventura. E os desenvolvedores indie têm levado essa categoria a novos patamares.

Dandara, do pequeno time brasileiro Long Hat House e da editora Raw Fury, está entre os melhores exemplos do que se pode fazer ignorando as convenções. A elegante aventura de plataforma retrô é natural e suave, graças aos controles experimentais intuitivos, que colocam as normas de cabeça para baixo – literalmente, em alguns casos.
Há algo de errado no mundo quando Dandara, uma guerreira mitológica, desperta para restaurar seu equilíbrio. À medida que você controla a heroína pixelada por cenários sofisticados, logo descobre que essa não é uma aventura como as outras.
Estique para trás, mire e lance sua destemida personagem de plataforma em plataforma. Dandara pula do chão ao teto, e onde mais for preciso, desde que haja um lugar para pousar. Enquanto dispara projéteis violentos, você vai derrotar legiões de guerreiros e criaturas que se agarram e rastejam pelo chão, teto e paredes.

Outros jogos usam um esquema de controle parecido, mas o de Dandara é mais responsivo, fluido e variado. Quando você faz seu personagem correr pelo ar atirando nos inimigos, tudo roda perfeitamente. Um sistema inteligente de câmeras acompanha sua guerreira enquanto ela atravessa um mundo tão grande que precisa de um mapa para ser explorado. E quando ela abre a porta de uma área nova, que está de cabeça para baixo, o ponto de vista também muda.
Por trás desses mecanismos inovadores existe um jogo robusto. A narrativa original e o sistema de upgrade permitem que a heroína cresça e obtenha acesso a áreas que antes estavam fechadas, além de outras lutas divertidas. Dandara é a prova de que mudar seu jeito de ver as coisas pode te levar longe.